Algum poço que trouxesse esperança
em meio ao mar de areia que cegava meus olhos
E foram os seus que encontraram os meus
Como se um oásis surgisse ali, no fim do horizonte
No contato visual que explodiu em pânico
Pelo desejo.
Criatura de brilho único
Ritmada em dança intimidadora
Até vir aquele sorriso
E por você, e por mim,
por você e eu
Andei, sorri
Aproximei meu corpo de ti
Pelas costas dos mortais
Criamos asas e voamos
Até ali, mas bem longe de lá
Encontrei em ti a última peça
Do quebra-cabeça da perfeição
E acabou, para sempre,
Como se de tudo que aconteceu nada tivesse acontecido
Bate então o sino das oito
E o para sempre durou, novamente
A eternidade de mais um curto instante
Nesse mundo sem amor
Fez-se um ponto de calor
Imortal na lembrança como a chuva de verão
Tal como limpa a cidade em breve tempo e vai embora
Até quem sabe um dia novamente desabar
Para um novo passeio pela eternidade
Pois repito assim como o sol nasce a cada dia
clichê como viver e morrer
Casual como a confusão em nossa mente
Até você virar as costas
Eu te amo para sempre.
(08/01/2012 - 17:37)
Alexandre M Arcari

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